Ignorância é um vício
conhecimento, uma virtude
Não pode-se desentortar
uma pessoa tão rude
Eu fiz o que pude
faltou-lhes coerência
Levo-lhes cultura
retribuem-me violência
Em minha consciência
seu riso no silêncio
Pouco mais de parcimônia
trata-me com vilipêndio
Inicia o incêndio
nesse árido sentimento
Quando riem do poeta
o Sol fica cinzento
Há em todo momento
uma insensibilidade
Com o menino do exílio
aquele que fala a verdade
Sempre existe a maldade
nos olhos da ignorância
Quem ri da sua cultura
o "sem cultura", discrepância?
Sem uma irrelevância
um brinde a cerceado
Seco o suor da Ignorância
com um lenço encharcado.
Kleyton Willyans.
(protesto)
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