sábado, 14 de março de 2009

Cadê a canção?

Vejam que infame!
A canção acabou
Tristeza passou
E tudo o que via,
Levou!
Entre trinados e infantes
Eu fiquei aqui
E nessa situação difícil
Eu apenas sorri...
O rubor da minha voz
Sumiu
A métrica, a levada
Até hoje ninguém viu!
Cadê o meu verso?
Meu batuque, o violão?
Cadê a alegria?
O que fizeram com a canção?
Tornou-se Obsoleta
Emudeceram a corneta
Sem cor, sem azul...
O músico está nú!
Hoje
A canção quase não existe
Existe uma rima
Por cima de uma base triste
Quase!
Não esqueça
Existe a resistência
Que resgata a cadência
E com prudência
Usa a cabeça
Por incrível que pareça
A canção não arruma briga
Há quem tenha recordação
De como era coração
A música da antiga
Hoje escuto com estupefação
O que o "músico" produz
Sem nada a acrescentar
Pancada não me seduz
Como bom malandro que sou
Pergunto para o irmão
Cadê, cadê
CADÊ A CANÇÃO?



Kleyton Willyans.

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